Como prevenir lesões por esforço repetitivo no trabalho

Live Check And Up reuniu especialistas para dar orientações

Dor, fraqueza, rigidez, formigamento. Estes são alguns dos sintomas das lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, que afastam por ano mais de 20 mil pessoas das suas atividades laborais, conforme o INSS.

O conjunto de doenças atinge estruturas como músculos, tendões, nervos e líquidos articulares, e se manifesta, principalmente, na região entre o quadril e o pescoço.

Para ajudar a prevenir essas lesões, além de equipamentos e estruturas ergonômicas adequadas, uma educação postural é fundamental. E foi com esse intuito que a Escola de Saúde La Salle Santa Casa promoveu a segunda live da série Check And Up, nesta segunda-feira (26). “Não dá para ficar com vícios de pegadas e posturas que, cronicamente, se tornam a causa das disfunções, das dores e até problemas sérios”, aponta o coordenador do Serviço de Fisioterapia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e coordenador da Especialização em Fisioterapia Hospitalar e Intensivismo da Escola de Saúde La Salle Santa Casa, Rodrigo Plentz. Apesar de ser direcionada a profissionais de hospitais, as orientações se estendem a qualquer trabalhador – e também para fora do local de trabalho.

Além da correção de movimentos, respiração e alongamentos são fundamentais para a prevenção das lesões, ainda mais neste momento onde muitos trabalhadores estão em home office, o que faz com que, muitas vezes, o ambiente de trabalho não seja o ideal. Soma-se a isso o stress gerado pelo contexto atual, que contribui de forma significativa para as queixas e afastamentos, conforme ressaltou a fisioterapeuta do trabalho da Santa Casa, Luciana Peter: “A gente está tenso do dia a dia, então, automaticamente, nos contraímos e sentimos mais dor neste momento. Estamos com mais dores nas costas e mais afastamentos – a dor emocional e a dor física.”

A diminuição da realização de atividades físicas devido às restrições de circulação também contribuem para um enfraquecimento muscular que favorece o adoecimento. Por isso, até atividades simples e que podem parecer inofensivas, como passar um rodo, por exemplo, merecem atenção: “As pessoas têm a ideia errônea de que se repete um movimento várias vezes, vai fortalecer naturalmente e não vai, vai desgastar e sobrecarregar”, aponta o Prof. Dr. Fabrício da Fontoura, do curso de graduação em Fisioterapia da Universidade La Salle, que ressaltou, ainda, a importância de também cuidar dos movimentos durante as atividades domésticas: “O que usamos no dia a dia devemos organizar na altura da cintura ao ombro.” 

Na live, também foram exibidos vídeos com simulações de atividades cotidianas e/ou relacionadas ao trabalho hospitalar e as respectivas formas corretas e incorretas de executá-las, como a transferência de leito e a retirada de hamper, onde a flexão dos joelhos, por exemplo, diminui a carga nos ombros e coluna lombar, duas zonas sensíveis quando o assunto é lesão por esforço repetitivo.

A live está disponível na íntegra neste link.

A Escola de Saúde

Parceria entre a Universidade La Salle e a Santa Casa, a Escola de Saúde oferece nove cursos de pós-graduação e pós-técnico, para, conforme frisou o Prof. Dr. Fabrício da Fontoura, “promover formação e informação”. As inscrições estão abertas.

 

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